Mobile Wallet

por animuxthinking

O conceito de Mobile Wallet ainda é novo no Brasil – em outros países esse sistema já está em pleno funcionamento. Sabemos também que ainda está em discussão o formato que será adotado no país. Aqui, recentemente, Mastercard e Telefonica anunciaram a formação de uma empresa para oferecer esse serviço aos clientes Vivo, já visando o enorme potencial do serviço.

Para quem não sabe, a “carteira móvel” é um meio de pagamento em que o celular é o veículo. Por meio de SMS, web móvel, apps ou um chip – reconhecido ao passar-se o aparelho por um leitor – o dinheiro é deduzido de sua conta ou de um valor pré-pago. Em outros países, já há bancos, empresas de cartão de crédito e de telefonia e até o Google, oferecendo o serviço. Muitas lojas e até taxis já aceitam o meio de pagamento em outros países. Muitas inovações no setor vêm de países africanos e até do Haiti – lugares onde um contingente enorme de cidadãos sem acesso a serviços bancários se valem do serviço para pagamentos cotidianos.

Por causa do buzz causado pelo assunto – é apontado pelos especialistas como uma das grandes tendências em tecnologia este ano – a Hotspex, nosso parceiro canadense, conduziu uma pesquisa com 1000 canadenses sobre o tema.

Apesar de transitar pelo mundo virtual, este meio de pagamento deveria ser oferecido pelos bancos, na opinião dos canadenses: 39% usariam o pagamento móvel se oferecido por uma instituição financeira, comparados a meros 15% caso este fosse oferecido por uma loja de apps ou varejista (metade dos respondentes simplesmente se recusaria a usá-lo, caso fosse oferecido por uma rede social).

O maior medo, ainda que relativamente atenuado caso haja bancos por trás do serviço, são perda de informações pessoais, proteção em caso de roubo ou perda do telefone e ceticismo sobre a capacidade do sistema em ser seguro em um meio aberto como o celular. Do lado positivo, entretanto, os canadenses veem a flexibilidade do sistema e a conveniência de agrupar todos os seus cartões em um só lugar (dispensando o “plástico”).

Ao possibilitar juntar cartões de crédito, débito, pré-pagos e outros no celular, o sistema possibilita enorme convergência e conveniência, mas também cria fantasias negativas na hipótese de perda.  As empresas que oferecerem o serviço serão vistas como inovadoras e tecnologicamente avançadas, mas terão que reassegurar o usuário sobre a sua segurança.